domingo, 8 de outubro de 2017

Quadrilhas de roubo de gado aterrorizam o Recôncavo baiano


Criadores de gado do Recôncavo baiano estão amedrontados com o furto de gado praticado por quadrilhas que vêm aterrorizando a região. Segundo os fazendeiros, os ataques têm intensificado nos últimos dois meses, quando pelo menos 300 animais foram levados pelos bandidos. Esse tipo de crime tem até um nome: abigeato.  A Polícia Civil informou que os ataques têm se concentrado na zona rural das cidades de Santo Amaro, São Sebastião do Passé e Terra Nova, e há registros também em Amélia Rodrigues e Teodoro Sampaio. A Bahia, segundo a Pesquisa da Produção da Pecuária Municipal (PPM) 2016, divulgada no último dia 28 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), possui o nono maior rebanho do Brasil, com 10.336.291 cabeças de gado.
 Os dados apontam redução do rebanho baiano, já que em 2015 era de 10.758.372 e em julho deste ano a Secretaria estadual da Agricultura (Seagri) registrou 9.910.933 cabeças de gado, durante a campanha de vacinação contra a febre aftosa. Já no Brasil, o rebanho aumentou, saindo de 215.220.508, em 2015, para 218.225.177, em 2016.
Bandos identificados: A Secretaria estadual da Segurança Pública (SSP) informou que as delegacias das cidades onde há registro de casos já estão trabalhando em conjunto na investigação dos furtos de animais, e que algumas quadrilhas já foram identificadas. Na semana passada, o secretário da Segurança Pública, Maurício Teles Barbosa, recebeu representantes da Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) e determinou às unidades policiais maior celeridade nas investigações. A SSP informou que as delegacias “logo devem apresentar relatório com a situação das ocorrências registradas, bem como o resultado das ações policiais”. Assessor jurídico da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Faeb), Carlos Bahia confirmou o agravamento da situação no Recôncavo.  Segundo ele, a entidade, que representa os produtores baianos, tem participado de reuniões para tratar do assunto, juntamente com a Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA) e vítimas de abigeatários, e providências estão sendo tomadas para reduzir as ocorrências. “Também temos realizado encontros com os produtores rurais e orientado as vítimas na adoção das medidas policiais e judiciais cabíveis”, afirmou.   O deputado estadual Eduardo Salles (PP), da Comissão de Meio Ambiente da AL-BA, que cobra mais rapidez nas investigações, disse que outras regiões também estão sendo alvo de roubos de gado.  “No momento, os fatos mais graves estão ocorrendo no Recôncavo, mas nas regiões Oeste, Sudoeste e Sul esses crimes vêm ocorrendo sempre, sem que ninguém seja preso. Há casos de roubo de produção de café e até de trator”, afirmou Salles, que é ex-secretário da Agricultura. Nenhum representante da pasta foi localizado para comentar o assunto. 

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