sábado, 26 de agosto de 2017

Sobrevivente de naufrágio viajava a Salvador para conhecer filho recém-nascido


Um dia após o acidente que matou 18 pessoas durante a travessia entre Mar Grande e Salvador, a Igreja do Largo de Vera Cruz, de onde saiu a lancha Cavalo Marinho 1, amanheceu cercada de moradores. Entre eles estava Marcelo Moreira, de 49 anos, que sobreviveu à tragédia. Moreira viajava à capital baiana para ver pela primeira vez o filho que acabara de nascer. “Estou emocionado por ter escapado e poder conhecer meu filho”, contou. O sobrevivente foi um dos passageiros que tomou pela manhã o ferry boat – um catamarã com capacidade para 800 pessoas que transporta veículos –, única alternativa de deslocamento nesta sexta-feira pelas águas.
Após o acidente, a circulação das linhas regulares entre Vera Cruz e Salvador foi suspensa por três dias, por luto. Moreira se lembrava dos momentos difíceis que havia vivido no dia anterior. “Foi uma aflição. Consegui nadar e me agarrar a um bote. Havia na água uma menina, que ainda estava viva, e eu consegui puxá-la.” Ele também avistou uma mulher, agarrada a um bote, que gritava que não aguentava mais de dor. “Depois, ela afundou.” Outro sobrevivente à espera do ferry boat era o agente de saúde Dirceu Souza, de 43 anos, pai de dois filhos. Ele recorda que estava perto da borda da lancha quando a embarcação foi atingida pela primeira onda. “Falei para o meu amigo que ia virar. Foi quando a segunda onda bateu e nos caímos na água.” Morador de Vera Cruz, Souza recorda que foi puxado pelas águas para baixo do barco e ficou alguns segundos submerso até encontrar forças para subir à tona. Durante a desesperada luta para sobreviver, ele machucou a perna com materiais que estavam na lancha. Para ele, o acidente foi uma “fatalidade”. (Estadão Conteúdo)
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